Após uma exposição do professor da Unicap, Vlaudimir Salvador, a
respeito do projeto radiofônico Vozes da África, realizado com alunos da
própria universidade, o jornalista e membro do Centro de Cultura Luiz
Freire, Ivan Moraes Filho lançou uma provocação aos integrantes da mesa:
ao invés de tomarem a maior parte do tempo do evento, que fossem todos
breves; que ao invés das tradicionais explanações, apenas pinçassem
pontos interessantes das suas experiências com comunicação popular – já
que o termo “alternativo” foi questionado na ocasião, sob o argumento de
ser vago e de não abarcar devidamente as demandas dos setores que
disputam construir espaços (contra) hegemônicos no campo da comunicação
–, para que estes servissem de mote para a discussão posterior.
Assim, Tarcísio Camêlo comentou da experiência de cinco anos na Rádio
Alto Falante e da gestação do projeto, já em vias de execução, de uma
TV comunitário para o Alto José do Pinho; Andrea Trigueiro falou sobre
as demandas por democratização, do Sinjope, da experiência docente;
Raquel Lasalvia expôs o trabalho de comunicação desenvolvido no Coque
Vive; e Adriano Lima, convidado a subir à mesa, tratou de cineclubismo
popular e produções audiovisuais independentes. Nemo Augusto, do
coletivo Recife Resiste!, expôs também as propostas do núcleo de
comunicação livre do grupo.O que se seguiu foi a tomada para si, por parte do público, da condução do debate sobre as questões colocadas. Essa dinâmica instaurada enriqueceu a discussão e propiciou um fértil intercâmbio entre pessoas interessadas em tratar de questões ligadas ao direito à comunicação (comunitária, livre, popular, alternativa ou qualquer outra denominação pertinente). Este, em última instância, é o objetivo do ENDC: aproximar sujeitos e fortalecer a luta pela democratização das mídias no Brasil.
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